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Prates fala sobre Popó no JA do dia 19/09.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Contem tudo - 10/11/2009

  • Contem tudo

    Um toldo de lona na praia. Alguns estavam debaixo do toldo e outros fora, pegando sol. Mas todos estavam ativos nas mesmas conversas. Cada um dos do grupo parecia ter algo muito pessoal a contar. Ou, talvez, a desabafar.

    À medida que as pessoas vão se tornando mais íntimas, vão soltando a língua, fazem entre si como que um tipo especial de psicoterapia, a psicoterapia do sol e mar, quando estão na praia...

    A certa altura uma jovem conta aos amigos que ficou surpresa ao saber que a mãe estava namorando, e ela, filha, não tinha a menor ideia desse atrevimento da mãe...

    Pensei comigo: ué, por que a surpresa, afinal, é tão bonito quando a mãe namora o pai mesmo depois de muitos anos de casados...

    – Ora, Prates, não te faças de tolo, a garota não se referia ao pai dela, os pais são separados. A moça estava chateada era com essa “conta” surpresa apresentada pela mãe, um namorado.

    Tudo aconteceu no acaso, mãe e filha moram juntas, não raro, uma sai para um lado, e a outra, para outro. A garota contava que havia saído para passar o fim de semana fora com amigos. Desentenderam-se e ela voltou para casa, chateada, afinal, contara com aquele fim de semana especial com os amigos na praia.

    Ao chegar em casa, à noite, a surpresa, a mãe estava “à vontade” com o namorado, muito à vontade... A garota, que não esperava por aquela cena, fez a sua cena.

    Paro por aqui e pergunto à leitora, casada ou separada: a garota agiu certo em “cobrar” da mãe uma explicação por aquela chocante surpresa?

    De minha parte, vivo dizendo que os filhos têm obrigação de contar aos pais sobre quem estão namorando, quem são as “peças”, tipo de pessoa, o que fazem, a família, tudo, tudinho. Sem esconder nada. Pai e mãe têm que saber, é obrigação de filho respeitar os pais e contar a eles quem são suas parcerias. Mas...

    Essa moeda, de pais e filhos, você sabe, tem dois lados. Se os filhos têm rigorosas obrigações com os pais, os pais, de igual modo, têm rigorosíssimas obrigações com os filhos. Sem essa de que a mãe – viúva, separada, o que for, pode fazer o que quer. Sim, ela tem essa liberdade, mas os filhos precisam estar avisados. Imagine o contrário, a mãe sai para passar um fim de semana na praia, aborrece-se no meio do caminho, volta para casa e encontra a filha “à vontade”, muito à vontade com um bermudão... E aí, seria correto isso?

    Pais e filhos devem se respeitar. Os dois devem bater continência uns aos outros. Ou vira zorra. E pode ser total, o que é muito triste.

  • Falta dizer

    Preocupado com o futuro? Bobagem. É inútil. Quem quiser ter futuro assegurado que trabalhe bem agora, hoje. Investir em si mesmo é o melhor dos investimentos, poupar e cuidar bem do momento presente...

    É santo remédio para um bom futuro. Troque inquietação por produção.

  • Filas

    Irrita ver homens (?) fortes na fila dos idosos nos bancos. O curioso é que esses farsantes não admitem ser chamados de velhos quando andam na rua, mas basta entrar num banco... Safados. E mulher com uma baita criança no colo também é embuste. Chão e fila comum.

  • Café

    Também me irrito quando o banco coloca uma térmica de café para os clientes e entra uma mulher com um guri pela mão e ele vai duzentas vezes à cafeteira. Desde quando guri toma café? E a paspalha da mãe não vê a falta de educação do pivete? Água.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Meu nome é Agora - 09/11/2009

  • Meu nome é Agora

    Acabei de ler uma entrevista da cantora Elza Soares na Veja. Elza é uma mulher interessante, tem histórias para contar. Poucas pessoas passaram na vida pelo que a Elza passou. Aliás, quando a entrevistei na rádio CBN/Diário, falando sobre o passado, o presente e o futuro, a Elza me interrompeu para dizer que hoje ela se chama Now, my name is Now, disse ela, meu nome é Agora. Ela diz que hoje só vive o momento presente, daí o my name is Now.

    Na entrevista, Elza manda um recado às mulheres. De queixo erguido, mãos na cintura, parece que a estou vendo falar:

    – Vá à luta, mulherada! Façam o que tiverem vontade, porque quando papai do céu chamar não vai dar tempo para mais nada.

    E por acaso, ela está errada? De fato, perdemos muito tempo na vida, damos muitas voltas inúteis antes de acharmos o nosso “porto”, isso quando o achamos...

    Ao conselho da Elza Soares, quero juntar o meu conselho às gurias, e se falo às gurias é porque a sociedade educa desde cedo os guris para a independência, para a auto-suficiência, para que se bastem a si mesmos. Já as meninas continuam a serem instigadas ao casamento e à maternidade, não sei se nessa ordem...

    Pois bem, o conselho que quero dar às meninas é velho, surrado, mas nem por isso seguido. O que digo a elas é que estudem, qualifiquem-se para alguma atividade e tornem-se financeiramente independentes. Sem isso, babaus, vão depender de marido, de amante, de filhos, da Previdência, da mãe Joana...

    Sem independência financeira nada feito. E não me venha a garotinha ingênua a dizer que sua avó teve 12 filhos, estudou pouco e viveu casada até o fim da vida do avô, claro, o avô morreu primeiro, óbvio...

    Só que a vida mudou, garota, não é mais assim. Poucas mulheres hoje querem ter mais que um filho, o segundo é o descuidinho e o terceiro é quase loucura. Não sou eu a dizer isso, são as estatísticas.

    – Ah, e outra coisa, dia destes perguntei a um padre se ele ainda diz aos noivos que permaneçam casados até que a morte os separe. Ouvi, com surpresa, o padre dizer que isso é tolice, é pecado. A palavra morte, disse ele, pode ser interpretada de muitos modos. No casamento, por exemplo, pode significar a morte do amor. Ah, que bela sacada, padre, gostei.

    Elza Soares manda dizer às mulheres que elas se soltem, façam o que quiserem, vivam... Concordo. Mas não esqueçam, liberdade sem independência financeira não existe. E com liberdade financeira, os homens respeitam mais as mulheres...

  • Morte

    Os franceses são dos que mais se matam no mundo. Mas o trabalhador francês dá inveja ao mundo. Ele tem jornada de trabalho de 35 horas semanais, salário mínimo polpudo, férias prolongadas e aposentadoria precoce. Por que se matam? Exatamente por isso, tédio e vadiagem.

  • Copos

    Até quando vai continuar nas empresas a orgia dos copos plásticos descartáveis para tomar água? O sujeito toma um gole e joga o copo plástico fora. Esses copos “vivem” 200 anos no ambiente. É hora de as empresas exigirem dos funcionários que cada um traga de casa o seu copo. Ordem, cumpra-se.

domingo, 8 de novembro de 2009

Quinze Minutos - 08/11/2009

  • Quinze minutos

    Aprendi que vida não se define, se caracteriza. Se a leitora me perguntar por um sinônimo de vida não terei outro: vida é igual a tempo. Nós somos tempo. E o exemplo mais detestável é de darmos às pessoas expectativas de vida, e o que é isso senão tempo?

    Não, não vou ficar dando voltas sobre o tempo, aliás, se fosse possível desenhar o tempo ninguém escaparia de desenhar um círculo. Lembras do Eclesiastes? Lá está: “O que é já foi e o que foi será”. Não é, por acaso, o desenho mental de um círculo?

    Fui longe, vamos ao nosso fogo de chão de hoje.

    Deixe-me lhe fazer uma pergunta. O que você acha, 15 minutos são um tempinho ou um tempão? Sim, concordo, depende. Quinze minutos com a namorada é um nadinha de nada; mas 15 minutos com a corda no pescoço, Jesus, que eternidade!.

    Entro no assunto, dizendo que 15 minutos podem mudar a sua vida, mudá-la para sempre.

    Ontem, lendo uma das diversas revistas que me passam pelos olhos toda semana, achei uma frase que me fez pensar. Era um anúncio de uma editora sobre a importância da leitura. Dizia, em resumo, assim: “Os livros podem mudar o seu futuro. Bastam 15 minutos por dia...”

    Ah, que santa verdade! Vou-lhe fazer uma proposta, leitora, claro, extensiva ao leitor. Se você não é chegada, chegado, à leitura de espaços de Economia dos jornais, sugiro o seguinte: leia por um mês, todos os dias, por 15 minutos, algum colunista ou texto de economia dos jornais. Por um mês, 15 minutos.

    Depois desse mês, aposto que você estará discutindo economia com o Guido Mantega, aposto. E o que são 15 minutos por dia?

    Quanto tempo jogamos fora todos os dias em bobagens que não levam a nada, hein? Jogamos fora a matéria-prima da vida em formidáveis inutilidades, não nos dando conta de que com apenas 15 minutos por dia podemos nos tornar uma excelsitude.

    Se você duvida do resultado da sugestão que lhe fiz, tente. Tente e depois me conte.

    Há mulheres que ficam mais, muito mais do que 15 minutos diante do espelho arrumando o cabelo, bah, muito mais. Não digo que não façam isso, façam sim. Mas usem também de outros 15 minutos para o embelezamento da mente. Esse embelezamento lhes vai dar aos lábios um batom diferente, o batom da sabedoria. Quando você abrir os lábios para falar, terá o que dizer. E isso como resultado desse investimento de 15 minutos diários.

    E se o leitor fizer o mesmo com uma arte qualquer, tornar-se-á um magnífico “arteiro”, aposto também.

    – Ah, sabes quanto tempo levei nesta conversa com você? Não vale, você espiou...

  • Falta dizer

    Dizem que as mulheres não ficam velhas, ficam loiras. Ouvi um cabeleireiro dizer que ele não aconselha às mulheres a que assumam os cabelos brancos. Os homens costumam ver as mulheres de cabelo branco como velhas... E quem quer ver-se como velha?

    Tinja-os, leitora!

  • Pais

    Está na moda a educação financeira de pais para filhos. Um dos alicerces é dizer que eles não gastem mais do que recebem na mesada. Ótimo, mas é também importante que digam que não ponham no prato o que não vão comer. E que não deixem luz acesa.

  • Ouvir

    Não é nada inteligente contar de agruras familiares para colegas no ambiente de trabalho. Mas se um colega aflito lhe procurar, porque confia em você, é fraterno dar a ele o que ele mais quer: desabafar. Quem ouve uma pessoa aflita, sem criticá-la, irá para o céu.

sábado, 7 de novembro de 2009

Vamos, ande! - 07/11/2009

  • Vamos, ande!

    Peguei a Claudia e fui sentar num canto. A Claudia revista, bem entendido. Uma página aqui, outra ali e parei num anúncio publicitário, um anúncio de outra revista da Abril. Gosto de ler publicidades, elas são a essência da inteligência de algumas pessoas, elas vão ao ponto, convencem-nos.

    Como disse, peguei a Claudia e fomos para um canto. Leio todas as edições da Claudia, a revista traz o que as mulheres estão pensando, tramando, preparando. E quem não souber da vida delas vai ter mais dificuldades para chegar ao ponto, aos pontos da vida... Aliás, quando falo de leituras nas minhas palestras, e os auditórios são formados por maioria feminina, digo a elas que quem lê Claudia se torna uma mulher mais consciente, mais independente, mais digna de crédito. Essa frase bem que eu gostaria que fosse minha, não é. É de um publicitário que a pensou para a revista. Não digo que eles são “os caras”?

    O tal anúncio de que falei traz a foto de uma jovem mulher pensando, ela está com uma caneta encostada no alto da cabeça como quem sonha. O texto diz: “Não vejo a hora de me formar, não vejo a hora de fazer um mestrado, não vejo a hora de me acabar na festa de formatura...” Interessante, não é?

    Pois é, é mais ou menos o modo como pensamos. E esse modo nos encurta o caminho para a infelicidade. Viver contando as horas, olhando para o calendário, projetando a felicidade para outro momento e em outro lugar é como costumam viver as maiorias. Daí as tantas infelicidades, angústias, inquietações que tiram o sono, antidepressivos, antiácidos, soníferos, etc, etc, o arsenal dos infelizes.

    Acabo de ler que os pais ou responsáveis, a partir de 2010 ou 2011, não lembro, serão obrigados a mandar os filhos para o colégio a partir dos quatro anos. Não faz muito, a Lei do Abandono Intelectual mandava que as crianças estivessem na escola a partir dos sete anos. Ótimo, dava tempo de a criança ser um pouco criança, brincar, crescer. Agora não, vão apressar a maldita “socialização” que dizem produzir as escolas e os ambientes promíscuos onde as criancinhas são despejadas. Despejadas, eu disse. Pobres e ricos despejam filhos em “estacionamentos” de crianças, sob todas as desculpas.

    A vida tem que ser uma jornada de peregrina, sair a caminhá-la com leveza, pensando alto, sem pressa, sem data para chegar, apenas andando pela jornada... Nada. Agora é preciso aprender inglês em três meses, formar-se aos 19 e ser infeliz pelo resto da vida... Essa é a sentença condenatória dos que vivem na pressa.

  • Escolhas

    A vida é um resumo de nossas escolhas. Quem faz boas escolhas, vive melhor. O livro Anatomia do Querer nos ensina a escolher melhor. Bolas, nossas escolhas vêm dos nossos valores, hábitos e, mais do que tudo, do inconsciente obscuro. Não se aprende a escolher, escolhe-se...

  • Memória

    Durante muito tempo foi dito que após os 50 anos a memória humana descia a ladeira, que seus danos eram irreparáveis. E muita gente definhava após os 50. Era engano, os cientistas é que não sabiam que a mente se preserva forte se for nutrida por estímulos e paixões. O que mata o cérebro é o tédio existencial.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Mau gosto - 06/11/2009

  • Mau gosto

    A garota passa, garota ou mulher feita, bem-acabada, passa e deixa a vaga ideia de que é bonita. Se digo vaga ideia é porque ela se faz de feia. É triste ver a opção das mulheres pela feiúra. Sim, eu sei, muitas não têm coragem de dizer não às linhas de montagem e vestem-se por igual. Vale para os homens? Claro que vale, só vale.

    Quando eu disse “linha de montagem”, você entendeu, não entendeu, leitora? Quero dizer por linha de montagem esse tipo de “moda” que leva as pessoas que não se respeitam a andar como a maioria, vulgares e mentalmente pobres.

    Há duas razões básicas para uma pessoa se vestir mal: pobreza ou mau gosto. Sim, eu sei, a pessoa pode ser pobre e de muito bom gosto, claro que sim. Conheço pobres que têm três ou quatro “roupinhas”, mas que quando vestidas, ah, santo Deus, parecem reis e rainhas... Bom gosto e elegância passam ao largo do saldo bancário.

    Mas eu quero falar mesmo é das pessoas vulgares. Sacrossanto Maná dos Altares, você entra numa empresa e o que mais vê é vulgaridade. Por quê? Já disse, por falta de educação, de coragem e de bom gosto.

    Em Cama de Gato, magnífica, leve e interessante novela da Globo, há uma personagem, a Rose, que no início da novela era faxineira de uma empresa de perfumes. Ela ouve um plano contra o diretor da empresa e vai contar a ele, é escorraçada e demitida.

    Passa o tempo, o diretor que a demitiu é dado como morto e um outro diretor toma seu lugar. Esse sujeito “indulta” a Rose e a recontrata, mas agora como sua assistente.

    Uma outra figura da novela, a Verônica, também diretora da empresa, tem ciúmes da Rose e cria um caso com ela. Diz que a moça se veste mal, constrange os clientes, parece uma mendiga entre outras funcionários bem-vestidas, etc, etc.

    O diretor que a contratou fica sabendo dos fuxicos e manda uma amiga dar um banho de loja na Rose, personagem da Camila Pitanga. A Camilinha, que já é um tesouro, fica linda como nunca.

    O que quero dizer? É que, de fato, no ambiente de trabalho os cabelos precisam estar presos, bem penteados, os vestidos têm que ter o comprimento adequado, as joias precisam ser discretas, os sapatos idem, tudo...

    E o que se vê? Cabelos desmazelados, escorridos, todos iguais, todos, sapatões com salto estilo pata-de-bode, argolões nas orelhas, tatuagens vulgares aparecendo, risos estridentes, modos toscos, é isso.

    E tudo isso é por pobreza? Não, é por mau gosto, por vulgaridades de quem não tem coragem para romper com a moda dos “iguais”, isto é, dos pobres diabos.

  • Falta dizer

    Falando de bandidos de menor idade, diz um juiz no jornal: “O infrator é o Estado, que não cumpre a Constituição, não ressocializa adolescentes, as crianças não têm famílias bem constituídas”. Ué, e quem manda fazer filhos sem condições? Cadeia para quem faz filhos sem poder criá-los bem.

  • Crime

    Diz a Folha que “em março os ministros do Supremo manifestaram entendimento de que furtos de pequeno valor não devem ser considerados crimes...” Se é assim, 20 roubam cada um um pincel na minha loja e eu fico no prejuízo? Então, na minha loja, eu faço a justiça.

  • Foto

    Vi no jornal foto dos alunos do Colégio Liceu Coração de Jesus, de SP, de 1922. Os garotos uniformizados e em filas, como soldados, um rigor e um garbo que fazem corar de vergonha os guris de hoje, e que se acham espertos, coitados. Saudade dos tempos da disciplina!

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

E aí, satisfeito? - 05/11/2009

  • E aí, satisfeito?

    Você está satisfeita com você mesma, leitora? E você, leitor, está? Difícil, não é? Pois é, sempre nos está faltando alguma coisa, não nos damos por satisfeitos com o nosso jeito de ser. Esse jeito pode começar pelo corpo.

    Vejo baixinhas tropeçando em cima de saltões do tipo pata-de-bode, um sapato que deixa a mulher feia como o diabo, mas fazer o quê, elas querem ser mais altas. Nunca vão ser. A baixinha será sempre baixinha. A altona, mesmo que queira ser um pouquinho mais baixa, não vai conseguir, morrerá altona...

    O moreno nunca será loiro, pode pintar o cabelo, mas não será loiro. Quem não tem olhos verdes pode comprar lentes coloridas, mas sabe que ao fechar a porta do quarto e remover as lentes, lá estarão os seus olhos, naturais... Enfim, parece mesmo ser da natureza humana querer ser quem não é.

    Esta prosa me veio ao acabar de ler a revista argentina Saber Vivir, que trata psicologias “baratas” do cotidiano.

    A questão é essa: quem não se dá por satisfeito com o que é, vai ter sérias encrencas existenciais. Muitas mulheres, por exemplo, de baixa autoestima, investem na imagem da Paris Hilton ou da Nicole Kidman, querem ser iguais a elas. Nunca o serão. Homens querem ser ou parecer com figuras notáveis e apreciadas no mundo dos esportes, dos shows, dos negócios, e até do “tráfico”, sim, do tráfico, de tudo. Aí está o caminho mais curto para a infelicidade. Somos o que trazemos nos genes e do berço, ponto final.

    O sábio é descobrir nossas potencialidades – capacidades de vir a ser –, desenvolvê-las e sermos algo de muito especial, mas rigorosamente dentro da nossa forma protoplasmática.

    Claro que podemos – eu, aliás, fiz isso – tomar alguém como modelo, seguir os passos desse modelo por uns tempos e depois voar com as próprias asas. O modelo é o exemplo de que muitas vezes precisamos. Mas isso é diferente de viver uma vida que não é nossa.

    A baixinha pode ser muito feliz sendo baixinha, é só querer. É só descer dos saltos de pata-de-bode e usar adoráveis sapatilhas, que transformam pés em fetiches. Claro, tem que se assumir. E assim o sujeito que se acha sem graça, ache sua graça, você a tem, e jogue-a para fora.

    É preciso que a pessoa, qualquer um, se apure, se aperfeiçoe, torne-se cada vez melhor, e aí, sem dúvida, será um sucesso. Caso contrário, passará pela vida sendo uma moeda falsa, a própria pessoa sabe que é falsa, e esse saber a faz infeliz.

    Nascemos indivíduos, e indivíduos não têm cópias, têm singularidades. Ainda não achou a sua? É mais do que tempo.

  • Corda

    Estrangeiros colocam a corda no pescoço brasileiro, e quem tem que agir finge não ver. “Cegos” não veem mesmo... Olhe esta manchete: Estrangeiros avançam no álcool brasileiro. Multinacionais adquirem grandes usinas do setor sucroenergético e já têm 20% da produção nacional. Quando abrirmos os olhos...

  • Perigo

    Outro formidável risco às nossas fronteiras virá desse estranho acordo feito pela Colômbia com os americanos. Seis bases militares dos EUA, com todo tipo de armamento, instalam-se na Colômbia, uma dessas bases roça o cotovelo na fronteira brasileira. Que não desconfia é burro...

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Hora certa - 04/11/2009

  • Hora certa

    Você sabe que há tempo de semear e tempo de colher, não sabe? Há um rito na vida, um roteiro a ser seguido. Não há quem não saiba disso, quem não sabe o intui. Intuição é conhecimento sem consciência, sei que sei, mas não sei por que sei...

    Pois bem, dizendo que na vida há hora para semear e hora para colher, posso dizer que na vida há hora – hora certa – para tudo.

    Aqui está uma grande encrenca de muitas pessoas na vida, isto é, querer fazer o que já era para ter sido feito ou fazer antes da hora. Vou tentar ser mais claro.

    Não há nada mais triste, a meu juízo, que o velho que faz na velhice o que tinha que ter feito mais cedo, ainda moço.

    Acabo de ler uma história, contada sobre um certo cidadão, o conheço bem e de perto, que acaba de viajar a Santiago de Compostela, fez o Caminho. O tal sujeito já está mais para lá do que para cá... Pois voltou dizendo que a caminhada lhe fez bem, que reviu a vida, que tem agora outra visão do mundo, das coisas...

    O que me irritou na história é saber que o sujeito, um vetustíssimo senhor, para não chamá-lo de velho, tirou o couro de seus milhares de funcionários ao longo de décadas... Agora vira pio, vira homem compreensivo. Ah, sai dessa, cara, caia na real, não tente me enganar que não gosto.

    O que quero dizer é que fazer uma “caminhada” espiritual como essa de Santiago de Compostela, desculpe-me quem pensa diferente, é jornada para ser feita cedo na vida, ou ainda cedo para que dê tempo de a pessoa viver, de fato, uma outra vida... Claro, se for possível, o que é altamente discutível. Se eu fizesse a tal viagem, duvido que voltasse diferente. Mas cada um cada um...

    Voltando ao epicentro do terremoto, tudo na vida tem seu tempo certo, quem marchar ao som do bumbo da vida terá sucesso ou, pelo menos, menos arrependimentos.

    O que não tolero é hipocrisia, o cara passou pela vida “sangrando” funcionários, divertindo-se, em suas horas de folga, fantasiado de inglês sobre cavalos, e isso e aquilo, e agora quer dizer-se outro? Nunca jogou uma partida de bocha no “galpão” dos funcionários e agora vira velho bonzinho? Ridículo. Fora de tempo. Tarde demais.

    Tudo na vida tem hora certa, tudo. O que não for feito na hora certa será feito de modo contraído, sem graça, a pessoa olha para os lados, pensa e repensa sobre o que vai fazer... acha-se, não raro, ridícula, etc, etc.

    O que você está pensando em fazer está na hora? Mãos à obra. Não está? Não desanime, tem outra coisa, talvez bem melhor, que está...

  • Falta dizer

    Quem tem olhos de perceber e ouvidos de escutar – e juízo equilibrado – não faz negócios e muito menos casará. A natureza foi sábia, anestesiou-nos com o amor, a suprema perturbação dos sentidos, e, cegos, fazemos negócios e casamos. Não fosse o “anestésico”, não haveria mais vida...

  • Levianas

    No filme Angie, a heroína interpretada por Geena Davis se recusa a casar com o pai de seu bebê porque ele é grosseiro e limitado demais. Curioso, como é que ela não viu isso antes de, levianamente, ir para a cama com ele? Isso acontece muito aqui entre nós. Levianas!

  • Alerta

    Estudos na Suécia dizem que "crianças criadas em lares com um único pai correm risco maior de se tornarem drogadas e de desenvolverem problemas psiquiátricos". Onde está a novidade? A produção independente virou moda e família virou inferno para os molengas.

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