Você é feliz?
Certos assuntos são enjoados pela repetitividade com que são tratados, e mesmo assim parece que entram por um ouvido e saem pelo outro... da maioria do povo. Felicidade, por exemplo, é um desses assuntos.
Acabei de abrir um jornal e lá estava, quietinha num canto, a frase fustigante: “A felicidade não depende do que nos falta, mas do bom uso que fazemos do que temos!”.
Quem já me ouviu em palestras há de lembrar que em muitos momentos trato da felicidade, da felicidade que nos roça o nariz, que nos cruza a todo momento diante dos olhos, e que não vemos. Uma cegueira estúpida que não há o que a justifique. Costumo dizer também que não há nada mais estulto do que alguém ser feliz e não saber disso... Aquela frase do Ataulfo Alves diz tudo: “Eu era feliz e não sabia...” Pode uma tolice dessas, ser feliz e não saber? Mas é preciosa verdade, a maioria do povo é feliz e não sabe. É bom não esquecermos que a felicidade passa ao largo do saldo bancário. É muito bom ter dinheiro, mas dinheiro não é tudo. Antes de tê-lo, e mesmo com ele no bolso, é possível ser feliz e infeliz. Depende. A felicidade real está na saúde, na família, nos amigos, na escola onde estudar, na empresa onde trabalhar, na liberdade do ir e vir, no modo alegre de viver, que confere juventude mesmo a quem já tenha muita idade... e por aí se resumem os ingredientes básicos da felicidade.
E quantos de nós temos tudo isso e ainda assim andamos suspirando pelos cantos escuros da vida? Escuros porque desligamos a luz da consciência. Pessoas conscientes dos verdadeiros bens da vida sabem que são felizes. Sabem que têm família, amigos, saúde... etc, etc, ainda que não tenham dinheiro. Mas dinheiro se faz, se ganha, se perde, se recupera, vai, vem... Dinheiro entra e sai, ajuda a dispormos dos prazeres da materialidade, não mais. Não muito mais. Será que alguém precisa perder a saúde, perder alguém da família, o emprego, os amigos, a liberdade, para dar-se conta de que era feliz... e não sabia?
De fato, é verdade, a felicidade não depende do que nos falta. A felicidade depende só de nos darmos conta de que temos o essencial. E como dizia o Pequeno Príncipe, esse essencial costuma ser invisível para os olhos...
MOTIVO
Já falei aqui sobre o enredo de um livro especial – Ser Feliz Sem Motivo. Segundo a proposta do livro, a felicidade só se justifica se for sem motivo. Se alguém precisa de outro alguém ou de algo para ser feliz, vai ficar sempre na dependência desse outro alguém ou desse algo para ser feliz. E daí não resulta felicidade, mas angústias.
CULPA
A frase estava no texto do horóscopo dos aquarianos, dia desses: “A culpa é um vírus inútil, mas de grande disseminação”. Discordo. A culpa não é inútil, ela faz pensar, repensar e corrigir-se a pessoa. Sem culpa, só os psicopatas.
Boa tarde, acompanho o blog a pouco tempo e quero saber se "Ser Feliz Sem Motivo" é um livro?
ResponderExcluirGrato
Caro Luiz Prates:
ResponderExcluirParabéns por não ter "rabo preso" com ninguém!
Isso é ser pariota, o que o brasileiro não é. Conte comigo!
Brilhante e Inteligente!
ResponderExcluirNum país em que nao se dizem verdades, voce se faz um porta-voz da razão!
paraben prates!
seu trabalho é louvavel.
Adoro ler suas colunas são ótimas e nos fazem refletir muito, obrigada por compartilhar com a gente esse seu conhecimento... Obrigada mesmo
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