Nós e o trabalho
Dia desses, numa mesa de jantar com empresários, depois de uma palestra que fiz, ouvi de um deles que a empresa dele tem mais de 3 mil funcionários. Trocamos ideias, mercado, qualidade, consumo, essas coisas. Mas fiquei pensando e depois fiz a minha ponderação em voz alta.
– Três mil funcionários não poderiam ser reduzidos a 2,5 mil, serão mesmo indispensáveis esses 3 mil funcionários? A ponderação não me veio de graça, resultou do que tenho lido sobre o mercado europeu e dos EUA, crises de toda sorte, empregos e desempregos.
A tendência – “lá fora” – é de diminuição dos quadros de funcionários, mas, para compensar e não haver queda de produção, os bons funcionários, os altamente qualificados, os acima da média, passam a ganhar mais e a ter especiais privilégios. Pensei, pensei, e não me afligi com os “não qualificados”. E estou a achar a ideia uma boa ideia. Menos gente nos corredores, mais eficiência no fazer, mais qualidade no arremate, menos desperdícios e mais garantias de mercado. Que tal?
A ideia não é minha, e a acho excelente. Vai forçar a moçada indolente a “se coçar” – ou dá ou desce. Isto é, ou se qualifica ou fica fora do mercado; acaso será isso crueldade?
Agora, que fique claro: não basta diploma, diploma, hoje, qualquer um tem, diploma em si mesmo não vale nada, absolutamente nada. O que vale é a ordem do empregador: “Senta e faz, me prova que tu sabes fazer e fazer bem-feito”! Será isso crueldade?
Crueldade é igualar os desiguais na legislação trabalhista, isso sim é cruel. Aos bons, tudo; aos maus, aos desatentos, aos que ficam procurando pelo calendário para achar o próximo feriado, a esses o que merecem: o nada. Eles mesmos fizeram a opção pelo nada.
Há, entre nós, um grave equívoco, fruto da má intenção, de acusar os empregadores de exploradores, de “tubarões” insensíveis. Para muitos, todo empregado é um desamparado, um ser frágil, um perseguido... É bem coisa de nação atrasada e paternalista. Só a qualidade, que é gerada pelas boas ambições, pela disciplina, pela busca continuada pelo aperfeiçoamento, pode conduzir pessoas e empresas ao sucesso. O mais é comodismo e aproveitamento mais de uns do que de outros...
Aos qualificados, tudo; aos não qualificados, que se qualifiquem. E apareçam.PENAS
Diz um “doutor” num jornal: “A pena não precisa ser ‘cruel’ como a ofensa que ela pretende coibir. É a certeza de que ela será aplicada, e não sua dureza, que serve de freio ao crime.” Nada disso, “doutor”, são as duas coisas: a certeza da pena e a dureza dela, sim. De acordo com o delito, a pena. Talião, puro e simples. O resto é regalia.
BRASIL
Dilma vai herdar um país endividado. Um país que não investiu em educação, saúde, segurança pública, em nada. Agora, às pressas, os “herdeiros” tentam remediar uma situação que se desenha catastrófica do ponto de vista social e econômico. Ué, e os histéricos que me torpedearam por interesses escusos, vão ficar na moita? Safados.
SER
Quer ser notado no ambiente de trabalho ou em qualquer lugar? Muito fácil. Faça sempre mais do que esperam de você. Fazer o que esperam não vale muito, fazer menos pode dar cadeia, fazer mais leva às admirações. Fácil, não é?
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