terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Não espere! - 07/12/2010

  • Não espere!

    Leio, avalio, recorto e guardo. Claro, quando vale a pena. Estou falando das minhas frases, tenho-as as centenas. E há quem não creia que as guardo em caixas de sapatos. As frases foram recolhidas de tirinhas de jornal, são-me como confetes, confetes da mente aflita.

    Peguei uma delas, e, sacrossanto, que preciosidade! Estava assinada pelo formidável argentino Jorge Luis Borges, não sei se a frase é dele, o sujeito, depois de famoso, é pirateado de todos os modos. Seja como for, a frase se me afigurou preciosa. A frase é esta: “No passado, cometi o maior pecado que um homem pode cometer: não fui feliz!”. Acho-a irretocável.

    Talvez a leitora, o leitor, fique a pensar, mas como, como é possível condenar-se por não ter sido feliz? Sou obrigado a deixar o Borges de lado e entrar na conversa. Vivo dizendo que a felicidade é uma porta que só se abre por dentro, ninguém a arromba, ninguém nos pode fazer felizes ou infelizes.

    Nós damos a chave para alguém nos fazer felizes ou desditosos e, assim, entrar e sentar-se sobre o nosso coração.

    Não me sobra tempo para voltar ao assunto nos pormenores e a dizer, por exemplo, que nem mesmo o amor nos pode tirar a felicidade. Ninguém nos “conquista”, nós é que permitimos que alguém nos conquiste. Tanto que depois de muita luta por um certo amor, nós mandamos esse amor passear, não o queremos mais. A pessoa rejeitada não mudou, nós mudamos. Ninguém morre de amor senão por si mesmo, pelo abandono sentido, pela rejeição vivida, por qualquer sentimento, mas de amor, mesmo, ninguém morre.

    Quanto à felicidade não vivida, é bom que mantenhamos essa ideia bem ativa o tempo todo, e o tempo passa rápido, e de nada adianta depois olhar para trás e dizer que devia ter sido mais inteligente e vivido melhor a vida. É tarde.

    Dia desses, lembrei aqui de uma mulher que contou ao psicanalista que só já não deixara o marido por medo de solidão, de ficar só. E ouviu do psicanalista que ela já estava só, já vivia só...

    Deixar a felicidade para amanhã, por qualquer razão, é rematada estultícia, pode não haver amanhã. Aliás, não há.

    Só há o hoje, estamos sempre no hoje. Ou somos felizes aqui e agora ou não somos felizes. E aí, leitora, e aí, leitor, vai ficar esperando o amanhã para ser feliz? Ah, já é feliz. Cumprimentos.

  • MEDALHA

    Estarei com eles, mais uma vez. O Proerd – Programa Educacional (da Polícia Militar) de Resistência às Drogas e à Violência – comemora 12 anos. E hoje entrega medalhas a pessoas e instituições que são parceiras no programa. Estou entre os agraciados. O Proerd e a Polícia Militar só me dão alegrias. Já estou em posição de sentido!

  • EQUÍVOCO

    Um belo equívoco existencial é entender que felicidade é estar de acordo com o que os outros esperam. Isso só vale para a felicidade moral, não para a material.

    E é a felicidade material que nos liquida a vida. Precisamos de muito pouco para viver bem, mas, para “contentar” a expectativa dos outros, precisamos de muito mais. Dá nisso, vida infeliz.

  • CONSELHO

    Hoje estou para conselhos. Você já tem idade? Vive por si mesmo? Crescidão, enfim? Então, não vacile. No seu aniversário, ofereça um belo jantar aos seus pais. Num bom restaurante. Eles vão ficar felicíssimos.

0 comentários:

Postar um comentário

Países Visitantes

free counters

Outros Colunistas