domingo, 28 de novembro de 2010

No shopping - 28/11/2010

  • No shopping

    A menina chegou em casa e disse à mãe que estava disposta a largar os estudos. Quinze anos. Bagunceira ela não era, todos gostavam dela em sala de aula; as notas, isso sim, eram baixas. Talvez, muito baixas...

    Mas notas baixas, sabemos todos, não são sinônimo de incompetência mental. Nunca foram. Notas baixas resultam da falta de estudo. E a falta de estudo, de vontade de estudar, provém de vários fatores. Nem sempre fácil vê-los ou descobri-los. Desde uma forma silenciosa de protesto contra os pais até um modo velado de “suicídio”, isto é, de colocar-se abaixo por sentimentos de culpa, tudo é possível na mente humana, tudo.

    Aliás, não é por outra razão que a psicanálise exige tempo e muita paciência, não é fácil descortinar os porões da mente subconsciente, onde estão as raízes das nossas verdades, despontadas na superfície dos comportamentos.

    Mas o assunto não é psicanálise nem os mistérios da mente. E por mistérios, entenda-se, ignorância. O que desconhecemos chamamos de mistérios ou milagres.

    A menina – e este é o assunto –, por suas razões, não mais quer estudar. Deu-se por cansada, ou seria vencida? De um modo ou de outro, não quer mais estudar.

    A conversa, agora, com a mãe, com o pai, deve ser sobre o futuro. Ainda que estudar e ter diploma nada garantam no futuro, estudar e ter diploma ajudam muito. Bah, se ajudam. O que você vai fazer, o que pensa fazer, filha? Esta é a pergunta que deve ser feita pelos pais. Tenho dito às mulheres, nas minhas palestras em escolas, e até fora delas, que a mulher de hoje não pode dispensar os estudos. Tem, também, que pensar em elevada qualidade para exercer um trabalho e, ainda, e imperiosamente, tornar-se financeiramente independente. Só depois, e se for o caso, pensar em casar. Qual pode ser o futuro de uma mulher com estudos por metade ou nem isso e sem qualificação profissional que a possibilite responder por seu próprio nariz?

    Eu sei que muita gente não tem “vocação” para os estudos, mas tem que ter uma irresistível atração para um trabalho, seja o que for.

    O que não pode é a guria ir passear no shopping e pescar namorado. Achar que casamento salva. Isso nunca. É tiro no peito. Ouviste bem, guria? Ainda bem. Não te iludas.

  • MARCA

    Todos os grandes produtos têm sua marca própria. Você tem a sua aí na empresa onde trabalha? Se não tiver, vai ser difícil a consolidação de uma imagem. A pessoa pode ser apontada como “a pontual”, “a ética”, a que sabe muito e sempre quer saber mais, a confiável, o que for. Os limites da boa marca são ilimitados. Limites só nas ambições...

  • LIMITES

    Já falei que limites só nas ambições. A frase faz pensar. Ambições, é bom lembrar, tanto nos podem fazer voar quanto rastejar. Os maiores ambiciosos que andam por aí optaram por rastejar. Podem obter vantagens, mas são lixos. Há muitos no plano “federal”...

0 comentários:

Postar um comentário

Países Visitantes

free counters

Outros Colunistas